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☼ se a Académica ganhasse a taça .... seria uma desgraça nacional

Luís Veiga - Póvoa de Santo Adrião


...Depois avizinhou-se o final da Taça de Portugal, em que a Académica, a Briosa, vencido o Sporting em Coimbra, vinha a Lisboa defrontar o Benfica. O comboio atulhou-se de estudantes que vieram acompanhar os seus colegas da Secção de Futebol e cumprir mais um mandato da sua luta. E foi mais uma grande jornada dessa luta que não pôde ser ocultada ao país, apesar do silêncio televisivo, radiofónico e jornalístico sobre o encontro e o mais, com os cartazes condenatórios da arrogância fascista e os milhares de comunicados informativos à população que Lisboa viu espalharem-se por todo o estádio. O regime voltou a tremer, corroído pelo desassossego da incerteza de quem seria o vencedor. À cautela, no estádio, do lado do governo, apenas os pides e demais esbirros marcaram presença, que a baixeza de suas excelências se acobertou no refúgio doméstico, acabrunhada pelo temor do que iria acontecer naquele relvado. Se a Académica ganhasse a taça… poderia ser um “desastre nacional”..........................................................................
Não ganhou e o regime respirou com algum fôlego e, com mais uns tantos tropeções a que foi forçado, eternizou-se até ao 25 de Abril de 1974, quando bateu com os queixos na calçada, para logo se restabelecer desde 1976, quando Mário Soares, Secretário-geral dum partido eufemísticamente dito socialista, sentenciou o aferrolhar do socialismo na gaveta, a que se seguiu o calçar das luvas brancas em cada dia mais sujas pela podridão da desonra dos mandantes, entre os quais pontificam, com mais ou menos nomeada, alguns dirigentes da luta de antanho, …